Artigos recentes

Navigation

Diário: 4 textos em versos

Versos: A Escola, O tempo, Aldravias, Como e o que escrever.
Textos em versos

Procurando Uma História

Como começar uma história?
Na rua, um olhar desejante,
Permitido seria observar
Que sozinho no instante,
Contido podia lembrar...

À procura de uma história,
que guardada se conserva,
a qualquer outro sujeito;
Forçaria em sua memória,
um canto que se reserva,
as lembranças do peito.

Navegante de primeira,
não cansou em remar.
Procurava o que tinha,
mas onde não sabia.

Uma história verdadeira,
que queria encontrar...
Em mares ia e vinha,
relutante, dia a dia.

Quem sabe se a calma
lhe viesse visitar,
ele então perceberia
que não precisava procurar.
Guardadas em sua alma
histórias que não findam,
Certo dia aprenderia
como elas, libertar.

Aldravias de Primeira Ordem

Arriscando por enquanto, sobre algo que tenho passado, por escrito em 5 poesias, no que sejam as Aldravias. Poesias ditas genuinamente de estilo brasileiro, em que se utiliza no máximo 6 palavras constituindo uma poesia com sentido. Vi sobre o tema certo dia, e quando me veio sentir, surgiram (duvidando de que se encaixam no 'estilo') os seguintes versos:
[1]
Por
hora
cachola
habita,
destoante
pensamento.


[2]
Doce
vida
patética.
Fraco
humano
poético.

[3]
Enquanto
trancado
comigo,
insana
memória
abrigo.

[4]
Ócio
alucinante,
tédio
incessante,
insano
errante.

[5]
Pulsante
dor
sorvo,
enquanto
desejo
afago.


Quem Sabe um Dia?

Um dia...
O tempo nos conta muito o que antes não nos incomodava,
Nos relembra fatos que foram decisivos em como estamos,
E nos entristece pelo que perdemos... Mas perdemos?
Um dia...
O tempo nos conta muito o que antes nos alegrava,
Nos relembra fatos que pareciam esquecidos,
E nos alegra pelo que resolvemos... E seguimos!

Tempo. Esse é danado. Lutamos contra ele,
procurando agarrar tudo o que planejamos.
Mas ele nos ensina que para tudo o seu estado aguarda,
E aquilo que não acontece, é o tempo que não lhe cabe.
Mas não é que se deva esperar tudo pronto,
não é que se esteja tudo escrito...
Podemos moderar as ações.
E elas, nos permite cada segundo,
Quando procuramos perceber aquilo que os sentidos ofertam.

Há, os dias de nossas conquistas,
Das alegrias de nossas alegrias, nos olhares dos nossos.
São memoráveis dias. Momentos que desejamos duráveis.
Esses dias, nos lembram que o que mais valeu foi o durante,
Aquilo que vivemos no percurso.

Um dia...
O dia está lindo ou não, mas é um mesmo dia,
Nós é que não somos. Em verdade nunca somos.
Apenas estamos, a cada novo instante, estamos...
Pensantes no passado, esquecidos do presente e planejando o futuro.
Um dia...
Nos perguntamos das razões para a vida ou para a morte.
Que motivos nos trouxe ou nos levou para este ou aquele caminho.
As perguntas movem, inquietam, atormentam.
Percebemos que não importa muito,
o que foi, o que é, ou o que será,... mas a vida.
Nossa vida, conosco e com o outro, isso é que cabe.
Um desejo, um objetivo ou um sonho.
O anseio pelo que pode vir, bom ou não.
A insegurança do amanhã,
O constatar do ontem,
E a luta do hoje...
Um dia, outro dia. Esses dias vão sendo assim.
Vividos pelas sensações.


A Minha Escola

Há um lugar que me encanta,
Que me foi lar desde a infância.
Há neste lugar algumas das minhas mais fortes relações,
Que me fez identificado cidadão, por suas lições.

Há um lugar que me entristece...
Que me julga e empobrece.
Há neste lugar algumas das minhas mais fortes lembranças,
Que me fez fraco, dono de pouca esperança.

A Escola que me encantou,
Por vezes acolheu, já n’outras isolou!

Quando aluno, vivi entre a Fera e a Bela,
Por muito sorri e por muito fui mazela.
Era minha liberdade, o fugir da solidão.
Mas, era ainda maldade, maltrato e servidão.

A escola é diversa, nas mais distintas situações.
Vivi procurando um grupo, algo que me fosse identidade.
Mas não houve conversa, que me provou ações...
Ensinando-me a ser único, a ser eu de verdade.

Foi um mundo de sensações que me puseram como sou,
Grande parte delas foi a escola quem fixou!

Ah,... Dias que me provaram o valor do aprender.
Que me ensinaram o quanto é bom crescer.
Crescer enquanto relações, respeito e educação.
Que me formaram para o contínuo da comunicação.

Charles Bastos

Comente este artigo:

0 comentários:

Os comentários neste blog são moderados pelo autor. Leia sobre a política de comentários.